Levando o Amor de Deus ao Mundo

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sexta-feira, 1 de março de 2019

TEOLOGIA DAS REALIDADES CELESTES


TEOLOGIA  DAS  REALIDADES  CELESTES
Manual de Ascética e Mística
Edição PDF revisada por Fl. Castro.
Aparecida, 2004
Pe. João Betting (1906-1986)

HOMENAGEM JUBILAR.
A Publicação deste livro é uma homenagem sincera,
revestida de gratidão e carinho, ao nosso querido Padre
João Betting, por ocasião da celebração do Jubileu de
Ouro de sua Ordenação Sacerdotal, acontecida a 7 de
junho de 1981.
Padre João, aceite esta homenagem dos seus exalunos
de Teologia que nesta data imploram para seu Jubileu
as melhores bênçãos de Deus e a proteção de Nossa
Senhora!
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PE. JOÃO EVANGELISTA BETTING 1906 – 986
Padre João nasceu em Denkingen (Alemanha), em
dezembro de 1906, professou no dia 17 de maio de 1926
e foi ordenado sacerdote em 07 de julho de 1931, vindo
para o Brasil em 1936. Foi o último dos alemães que veio
para cá. Já veio como professor do recém-fundado Seminário
de Tietê, onde ministrou aulas durante vinte e oito
anos. Durante todo esse tempo foi a figura central do corpo
docente.Lecionou quase todas as matérias, mas principalmente
Sagrada Escritura, que era o seu forte.
Dedicou muitas e muitas horas a cuidar da biblioteca
da Província. Era confessor e diretor espiritual de grande
número de nossos estudantes. Era conhecidíssimo em
Tietê, onde passou a maior parte de sua vida, no Brasil.
Muito procurado como confessor, diretor espiritual e também
como benzedor, ficando afamado com suas bênçãos.
Era um místico e foi um professor ”sui generis”.
Escrevia sobre curiosidades e notícias científicas
nas publicações internas da Província e em revistas dedicadas
à espiritualidade. É de sua autoria o livro “Teologia
das Realidades Celestes, manual de ascética e mística”,
editado pela Província. Quando o Seminário Maior foi
transferido para a Raposo Tavares, em São Paulo, o Padre
João foi junto. Foi aí que começaram a manifestar-se
os primeiros sintomas do mal de Parkinson, do qual veio a
falecer.
Foi operado na Alemanha, em 1969, com quase ne5
nhum resultado. Os médicos, vendo o pouco que haviam
conseguido, recomendaram que voltasse logo para o Brasil.
Ele dizia que queria morrer em sua segunda pátria.
Em fins de 1972 foi transferido para o Jardim Paulistano,
de onde, alguns anos depois, passou para a casa de benfeitores
da Congregação: Dona Elizinha e Narciso Sutiro,
sobrinhos do Padre Sotilo. Ela era sua penitente. Diante
das alucinações de perseguições e de envenenamento
que o padre sofria, perguntaram-lhe se queria ir para a
casa dela, o que ele aceitou. O casal, seus filhos e Dona
Ia, trataram do Padre João com todo carinho possível e
cuidado, até a morte.
A doença ia caminhando sempre mais Vivia quase
só sentado numa poltrona. Foi se encurvando cada vez
mais, à maneira de Sto. Afonso, e, por fim, não falava
mais a não ser por sinais Sem se queixar, ficou privado
até do que mais gostava na vida, seus estudos e seus
livros. Mas enquanto foi possível, era um estudioso dedicado
e homem de muita oração.Celebrou missa enquanto
pôde, em seu quarto. Faleceu na tarde de 21 de fevereiro
de 1986. Foi sepultado em Tietê. É venerado pelo povo
da região como um santo (Pe. Víctor Hugo S. Lapenta)(
Da publicação interna: Aqueles que nos precederam.)

Nota do editor
Não foi possível ter acesso ao texto original do autor.
Trabalhei com o texto publicado numa edição particular,
com muitas falhas e erros de transcrição, pois aparentemente
o texto foi datilografado a partir de ditado, sem ter
passado por adequada revisão e sistematização. Com
isso, algumas vezes, procurei recuperar o sentido original
da melhor maneira que me era possível. Esta, pois, não é
uma edição crítica.
O autor às vezes usa estilo bastante telegráfico, que
respeitei, como aliás o fiz a maior parte das vezes, limitando-
me a correções gramaticais. Tomei certa liberdade
na divisão de parágrafos, tendo em vista uma padronização
do texto.
Espero ter assim contribuído para a preservação de
um texto que merece ser conhecido, quando mais não
fosse como testemunha de uma época. Com essa iniciativa
quero prestar uma homenagem ao autor, a quem muito
devo.
Fl. Castro, cssr.

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