Levando o Amor de Deus ao Mundo

Levando o Amor de Deus ao Mundo
Tudo por um mundo de amor santo

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Bocejos de crianças inspiram um sacerdote a mudar drasticamente suas homilias

Bocejos de crianças inspiram um sacerdote a mudar drasticamente suas homilias

DUBLIN, 27 Junho 2017 (ACI).- Um sacerdote no norte da Irlanda notou que na Missa os fiéis, especialmente as crianças, se aborreciam quando pronunciava homilias longas,   então decidiu por uma drástica mudança que aplicará daqui em  diante.

O Padre Paddy O’Kane decidiu que suas homilias não durarão mais que cinco minutos para que assim os fiéis prestem atenção e escutem uma mensagem que seja mais clara e contundente; e para atrair  mais pessoas para a igreja.

Em um artigo que escreveu para o jornal Derry Now, Padre O’Kane indicou que tomou esta medida depois de suas férias no Texas, Estados Unidos. Ali assistiu como um fiel  várias missas em diferentes paróquias.

“Tive uma perspectiva diferente da liturgia e cheguei à conclusão de que, em primeiro lugar, muitos dos sacerdotes, incluindo-me, temos a ilusão de que nossas homilias são mais interessantes do que são realmente. E em segundo lugar, que as melhores homilias são pronunciadas do coração, não lidas de um papel, e são curtas!”, expressou o presbítero.

Em declarações ao Belfast Telegraph, o sacerdote contou que as homilias que escutou também “eram agudas, iam ao ponto e me pareceram muito edificantes”.

Nesse sentido, recordou uma frase que lhe disse um sábio e idoso sacerdote: “Se não podes extrair petróleo nos primeiros cinco minutos, melhor deixar de perfurar”.

Sacerdote celebrando la Misa / Foto: Flickr Victorpanlilio (CC-BY-2.0)
O Padre O’Kane disse que em sua paróquia, a Igreja da Sagrada Família na cidade irlandesa de Londonderry, no domingo ao meio-dia há uma Missa celebrada especialmente para crianças.

“A palavra de Deus se explica em uma linguagem simples. Às crianças lhes encanta e eu animaria  outras paróquias para que façam o mesmo”, expressou em seu artigo no Derry Now.

Mesmo assim, indicou que em uma ocasião um pai de família lhe perguntou: “Por que deveria trazer meu filho à Missa quando tudo que faz é bocejar durante um longo sermão que está em uma linguagem que não entende? Padre, a Missa pode ser muito aborrecida”.

“Estava de acordo”, admitiu  Padre O’Kane.


“O que disse esse pai realmente me impactou e me fez pensar que talvez possa fazer sermões mais curtos, que vão ao ponto e sejam amigáveis para as crianças, seria o ponto de início para conseguir que mais famílias voltem para a Igreja”, manifestou ao Belfast Telegraph.

“É mais fácil escrever um sermão longo, então minha decisão de que as homilias durem ao redor de cinco minutos não é algo que esteja tomando facilmente. É difícil, mas meus paroquianos estão me apoiando”.
Inclusive um deles me disse: ‘Não poderia fazer que durem quatro minutos?’”, brincou com o sacerdote.

https://www.aciprensa.com/noticias/bostezos-de-ninos-inspiran-a-sacerdote-a-cambiar-drasticamente-sus-homilias-67517/

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ADELANTE LA FE - O Papa Francisco reinterpreta Fátima

ADELANTE LA FE
 
13 de maio: o Papa Francisco reinterpreta Fátima

15/05/17 12:05 AM por Roberto de Mattei

Quinhentas mil pessoas esperavam o Papa Francisco na explanada do santuário de Fátima para assistir a canonização dos pastorzinhos Francisco e Jacinta, de 9 e 11 anos respectivamente, e que junto com sua priminha Lúcia dos Santos vieram à Virgem e escutaram suas palavras entre 13 de maio e 13 de outubro de 1917. A canonização  aconteceu, e a Igreja inscreveu no elenco dos santos as crianças não mártires mais novos de sua história. Sua prima Lúcia, falecida em 2005, se encontra em processo de beatificação.

Isso sim, é o que esperavam os devotos de Fátima de todo o mundo não era só  a canonização dos videntes, mas também o cumprimento por parte do Papa de algumas petições da Virgem não realizadas ainda.

Dois centenários contrapostos se cumprem este ano: o das aparições de Fátima e o da Revolução Bolchevique de Lenin e Trotsky, que teve lugar na Rússia no mesmo mês em que em Portugal finalizava o ciclo mariano.
A Virgem anunciou em Fátima que a Rússia propagaria seus erros pelo mundo, e que esses erros dariam lugar a guerras, revoluções e perseguições contra a Igreja.
Com o desejo de  evitar estas desgraças, a Virgem pediu diante de todos um sincero arrependimento da humanidade e o regresso aos princípios da ordem moral cristã.
Para esta necessária emenda por parte dos cristãos, a Virgem acrescentou dois pedidos concretos: a consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria, realizada pelo Papa em união com todos os bispos do mundo, e a difusão da prática dos primeiros sábados do mês, com o desejo de unir-se a Ela, confessar e comungar durante cinco sábados consecutivos, meditando por quinze minutos e rezando o Santo Rosário.

As autoridades eclesiásticas nunca  promoveram a difusão da prática dos primeiros sábados do mês, e os atos pontifícios de encomenda e consagração à Virgem foram parciais e incompletos, porém sobretudo -e faz pelo menos cinquenta anos-, os sacerdotes  deixaram de pregar o espírito de sacrifício e de penitência, tão intimamente ligado à espiritualidade dos pastorzinhos recém canonizados. Quando em 1919 Lúcia visitou  Jacinta no hospital nas vésperas de sua morte, sua conversa  se centrou nos padecimentos oferecidos por ambas a fim de evitar aos pecadores as terríveis penas do Inferno que lhes tinha mostrado a Virgem.

O Papa Francisco, que nunca tinha estado em Fátima, nem sequer sendo sacerdote, passou por alto todos estes temas. Em 12 de maio, na Capela das Aparições, apresentando-se como o «bispo vestido de branco», o Papa declarou: «Venho como profeta e mensageiro para lavar os pés de todos, em torno da mesma mesa que nos une». Tampouco houve convite para imitar o exemplo de Francisco e Jacinta. «Percorreremos, assim, todas as ruas, seremos peregrinos de todos os caminhos, derrubaremos todos os muros e superaremos todas as fronteiras, indo a todas as periferias, para revelar ali a justiça e a paz de Deus».

Em sua homilia de 13 de maio na explanada do santuário, Francisco recordou todos seus irmãos «no batismo e na humanidade, em particular os enfermos e os descapacitados, os encarcerados e os desempregados, os pobres e os abandonados», e fez um convite para descobrir de novo «o rosto jovem e formoso da Igreja, que resplandece quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica de amor».

A dimensão trágica da mensagem de Fátima, que gira em torno dos conceitos do pecado e castigo, foi descartada. A Virgem tinha dito à pequena Jacinta que as guerras não são outra coisa que o castigo pelos pecados do mundo, e que os pecados que levam mais almas ao Inferno são os que atentam contra a pureza.

Se atualmente vivemos uma «terceira guerra mundial em pedaços», como afirma  com frequência o Papa Francisco, é impossível não relacionar  com a terrível avalanche de imoralidade contemporânea, que  chegou até o ponto de legalizar a inversão das leis morais.

A Virgem disse também à Jacinta que se não houvesse emenda e penitência, a humanidade seria castigada, porém no final seu Coração Imaculado triunfaria e o mundo inteiro se converteria. Hoje em dia não só  se abomina a palavra castigo porque a misericórdia de Deus apaga todo pecado, mas que a ideia de conversão desagrada, já que o proselitismo, segundo o Papa Francisco, «é o veneno mais forte contra o caminho ecumênico».

É necessário reconhecer que a mensagem de Fátima, reinterpretado segundo as categorias sociológicas do Papa Bergoglio, tem pouco a ver com o profético anúncio do triunfo do Coração Imaculado de Maria, que faz cem anos a Virgem dirigiu ao mundo.

Roberto de Mattei
https://adelantelafe.com/13-mayo-papa-francisco-reinterpreta-fatima/
...........................................................................................................................
 Roberto de Mattei

ROBERTO DE MATTEI

Roberto de Mattei ensina História Moderna e História do Cristianismo na Universidade Europeia de Roma, na qual dirige a área de Ciências Históricas. É Presidente da “Fondazione Lepanto” (http://www.fondazionelepanto.org/); membro dos Conselhos Diretivos do “Instituto Histórico Italiano para a Idade Moderna e Contemporânea” e da “Sociedade Geográfica Italiana”. De 2003 a 2011  ocupou o cargo de vice-Presidente do “Conselho Nacional de Investigações” italiano, com incumbência para as áreas de Ciências Humanas. Entre 2002 e 2006 foi Conselheiro para os assuntos internacionais do Governo de Itália. E, entre 2005 e 2011, foi também membro de “Board of Guarantees della Italian Academy” da Columbia University de Nueva York. Dirige as revistas “Radici Cristiane” (http://www.radicicristiane.it/) e “Nova Historia”, e a Agência de Informação “Corrispondenza Romana” (http://www.corrispondenzaromana.it/).
É autor de muitas obras traduzidas em vários idiomas, entre as que recordamos as últimas:'A ditadura do relativismo' traduzido em português, polonês e francês), A Turquia na Europa. Benefício ou catástrofe? (traduzido em inglês, alemão e polonês), O Concílio Vaticano II. Una storia mai scritta (traduzido ao alemão, português e proximamente também ao espanhol) e Apologia della tradizione.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Como dissimular a falsidade sob um manto de verdade (sobre Amoris Laetitia)

THE REMNANT

Como dissimular a falsidade sob um manto de verdade (sobre Amoris Laetitia)



15/05/17 12:01 AM por THE REMNANT

Nota do Editor: o Padre Guy Castelain é capelão de Marie Reine des Coeurs (Nossa Senhora Rainha dos Corações) Confraternidade da França que transmite a Verdadeira Devoção a Maria segundo São Luís Maria Grignon De Montfort. Este artigo foi publicado na edição de abril de 2017 do boletim da Confraternidade (#144, abril 2017). Uma vez mais,  pedimos que orem por nosso fiel tradutor destas importantes contribuições provenientes da Europa. MJM

Em 19 de março de 2016 publicou-se a exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, Amoris Laetitia, sobre o amor na família. Por que falar deste documento pontifício em uma publicação dedicada à espiritualidade de São Luís Maria Grignon de Montfort? Porque o Padre Guy Castelain lança uma luz singular sobre a problemática projetada neste documento.

Antes de mais nada, uma recordação. O leitmotif do impulso do Concílio Vaticano Segundo foi a atualização ou, em latim, accomodatio renovata, ou seja, abertura e adaptação ao mundo moderno. Paulo VI explicou o significado deste termo no discurso de abertura da segunda sessão (1963): “para que o depósito da doutrina cristã se conserve e exponha de um modo mais eficaz” e que a doutrina “se investigue e se exponha da maneira que requerem nossos tempos”. Em poucas palavras, se tratava então de enlaçar a doutrina católica com o ateísmo, o evolucionismo, o modernismo, o liberalismo e a e do mundo moderno. E  aqui jaz o problema principal: como expressar a revelação divina, ou seja, a fé e a moral católicas, utilizando o pensamento do mundo atual? Estritamente falando, é como querer encontrar o quadrado de um círculo.

Agora, utilizando uma terminologia mais própria de São Luís Maria Grignon de Montfort, o problema do Concílio Vaticano Segundo foi querer unir a sabedoria divina com o mundo. São Luís Maria Grignon de Monfort trabalhou sobre isto em Amor à Sabedoria Eterna, nos números de 74 a 89. São Luís Maria de Montfort explica que o mundo “utiliza tão finamente a verdade para inspirar o engano, a virtude para autorizar o pecado, as máximas de Jesus para justificar as suas” (número 79).

São Luís Maria também assinala que a sabedoria mundana “está completamente de acordo com as máximas e modas do mundo… não de um modo grosseiro e provocador, cometendo algum pecado escandaloso, mas de uma maneira solapada, astuta e política, pois de outro modo não seria sabedoria segundo o mundo, mas sim   libertinagem” (número 75).

Finalmente, define a pessoa mundana como alguém que “trata de harmonizar a verdade com a mentira, o Evangelho com o mundo, a virtude com o pecado” (número 76). Aqui, São Luís está descrevendo o catolicismo liberal (que conseguiu triunfar com o Vaticano II e suas reformas) cem anos antes de sua existência (século XIX).

O que é que Amoris Laetitia contém? Uma recordação da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio (nos números 52-53, 62, 77, 86, 123 e 178) e, ao mesmo tempo, afirmações que outorgam aos divorciados que tornaram a casar a possibilidade de aceder aos sacramentos, ou seja a confissão e a comunhão, sem conversão, sem contrição, sem reparação pelo escândalo, sem deixar de viver em adultério e sem abandonar seu pecado (nos números 243, 298-299, 301-305 e especialmente a nota do rodapé 351).

Para se convencer  disso, o leitor pode se referir  a duas publicações de fácil acesso: DICI Número 345, de 25 de novembro de 2016, e Le Courrier de Rome Número 595, de janeiro de 2017.

São Luís de Montfort, com seu olho de lince, viu a cruz do problema que atualmente rouba nossa atenção: a sabedoria Conciliar consiste em disfarçar a falsidade com um manto de verdade, e o vício com o da virtude. Portanto, Amoris Laetitia autoriza o sacrilégio sob o pretexto de ser pastoral. Digamos de passagem que há uma grande probabilidade de que o sínodo 2018 realize o mesmo truque com o celibato eclesiástico, para permitir a ordenação sacerdotal de homens casados.

São Luís de Montfort era um homem verdadeiramente adiantado em seu tempo. É porque ele se agarrava à doutrina católica, a do Concílio de Trento, que por sua vez reitera a de São Tomás de Aquino. Com efeito, a história nos ensena que durante este Concílio se colocaram dois livros sobre o altar: a Biblia ou Sagrada Escritura (tradição escrita) e a Summa Theologica de São Tomás de Aquino (representando a tradição oral).

E naqueles dias, essa doutrina católica não se expressava com a ajuda de uma filosofia ateia contraposta à fé católica, mas com a ajuda de uma sã filosofia Aristotélica-Tomista, conhecida como Philosophia Perennis, e que é a “serva” da Teologia (São Tomás de Aquino).

Padre Guy Castelain, FSSPX

https://adelantelafe.com/disimular-la-falsedad-manto-verdad-amoris-laetitia/

terça-feira, 16 de maio de 2017

Na Irlanda, uma cruz cresce no meio do bosque

Na Irlanda, uma cruz cresce no meio do bosque
Publicado em: 18.11.2016

Cruz Celta no bosque (ft img)



Qualquer pessoa que visite a Irlanda espera ver a “Cruz Celta”, esse símbolo cristão antigo onde um anel se sobrepõe sobre as barras transversais da cruz. Porém agora, as pessoas que voam sobre uma certa área da ilha verde pode vê-la em um lugar incomum.
Durante algunos anos, os passageiros aéreos que se aproximavam do aeroporto de Derry City informaram que viram o símbolo cristão incrustado em um bosque. O desenho feito de árvores com um tom mais claro que os do fundo.

Resulta que a cruz natural, que mede aproximadamente 100 por 70 metros, foi o resultado de uma planificação meticulosa por parte de um guarda florestal local.

https://www.youtube.com/watch?v=JmGueWa_k9c
A ITV, estação de televisão no condado de Donegal, descobriu recentemente que o desenhista da vista incomum foi Liam Emmery, falecido em 2010 depois de sofrer danos cerebrais em um acidente.

Gareth Austin, um especialista em horticultura, considera a cruz como uma façanha da engenharia agrícola, e afirma:

“É um presente do Liam para todos nós, que vamos a apreciar pelos próximos 60 ou 70 anos”.


Green (Verde)

A cor verde está na bandeira da Irlanda. Atualmente as pessoas usam verde no dia 17 de março como símbolo do país e para trazer sorte. Há um costume de pintar as crianças que não estão usando verde, de verde, claro!
Originalmente, a cor associada a São Patrício era azul. Com o passar dos anos a cor verde e sua ligação com o dia de São Patrício aumentou. Fitas verdes e trevos eram usados nas celebrações do dia de São Patrício no século XVII. Na rebelião irlandesa de 1798, na esperança de propagar seus ideais políticos, soldados irlandeses vestiram uniformes verdes no dia 17 de março na esperança de chamar a atenção pública à rebelião. A expressão irlandesa "the wearing of the green" (vestindo o verde), significa usar um trevo ou então outra peça de roupa na cor verde, em referência aos soldados rebeldes.

Rainbow (Arco-íris)

O que tem o arco-íris a ver com o St. Paddy's Day? A lenda conta que o duende Leprechaun esconde o seu tesouro, o pote de ouro, no final do arco-íris. Já que nunca conseguimos encontrar o "fim" do arco-íris, também não se consegue encontrar o pote de ouro. Para conseguir encontrar o pote de ouro, primeiro é preciso achar o pequeno Leprechaun.

Snake (Cobra)

Conta-se há bastante tempo que, durante sua missão na Irlanda, São Patrício certa vez subiu no cume de uma colina (hoje chamada de Croagh Patrick) e, lançando mão somente de um cajado de madeira, afugentou todas as cobras da Irlanda.

Na verdade, o país não tinha cobras naquela época. O episódio conhecido como "the banishing of the snakes" é na realidade uma metáfora para a erradicação da ideologia pagã da Irlanda e o triunfo do Cristianismo. Após cerca de 200 anos da chegada de Patrick, A Irlanda estava completamente Cristianizada.

Traditional Food and Drink on St. Patrick's Day

Todo ano milhares de americanos com origem irlandesa se reúnem com seus parentes e amigos para compartilharem a tradicional refeição de corned-beef and cabbage, prato que a maioria das pessoas consome no dia.

Embora o repolho há anos seja um alimento tradicional na Irlanda, o corned-beef só começou a ser associado ao dia de St. Patrick na virada do século.

O corned-beef é carne de bovino inicialmente tratada em salmoura e posteriormente fervida em vinagre em fogo lento. Os pedaços empregados de carne costumam pertencer a cortes do que se denomina fralda. A origem do nome provém do processo de salga (em que se acrescentam grãos de sal, que em inglês se denominam corn); desta forma se pode traduzir literalmente como carne com grãos. Costuma ser enlatada para comercialização.

Os imigrantes irlandeses do bairro Lower East Side de Nova York substituíram o corned-beef pelo seu tradicional prato de Irish bacon para economizar dinheiro. Foi com os seus vizinhos Judeus  que eles aprenderam sobre esta alternativa mais barata.

Outro prato tradicional é o Irish soda bread (pão irlandês). Muito popular por toda Irlanda, o pão irlandês é um tipo de pão rápido, no qual o fermento próprio dos pães (yeast) é substituído por bicarbonato de sódio (cujo nome em inglês é bicarbonate of soda ou baking soda, daí deriva o nome soda bread).

As potato pancakes, conhecidas como boxty, também são tradição neste dia. Ela são feitas a partir da junção de purê de batatas com batatas raladas, resultando numa textura que em parte é panqueca, em outra é bolinho frito (hash brown).

Os donos de Irish pubs enlouquecem neste dia, colocando corante verde nas cervejas e as cervejas Guinness Stout se esgotam nos Irish Pubs! Também costuma-se beber bastante Irish Coffee, feito de uísque, açúcar, café quente, rematados com chantilly (whipped cream). Sounds delicious? It is!

Agora que você sabe quase tudo sobre o Dia de São Patrício, saia em 17 de março e divirta-se! Por que não tentar identificar um leprechaun ou dois para encontrar o seu pote de ouro ...? O que quer que pode ser, não esqueça vestir o verde neste dia especial!

O Rio Chicago é tingido de verde no St Patrick's Day de Chicago, EUA.
Fuente: Aleteia.org

http://www.reinadelcielo.org/en-irlanda-una-cruz-crece-en-medio-del-bosque/

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Bruce Springsteen: “Creio na capacidade de Jesus para salvar-nos”

Bruce Springsteen: “Creio na capacidade de Jesus para salvar-nos”

Publicado em: 13.01.2017

Bruce Springsteen



Bruce Springsteen conta pela primeira vez sua vida em um livro de mais de 500 páginas. É um livro que parece uma reconciliação com suas raízes, sua família e, também, com suas crenças católicas.

Agora com 67 anos, depois de vender 120 milhões de discos por todo o mundo e de conseguir um total de dez discos em primeiro lugar nas paradas; só superado por The Beatles e Jay-Z, decidiu explicar sem restrição nem condições:de onde vem sua música.

Livro Bruce Springsteen

“Born to run” é o título da biografia que publicou na Espanha Literatura Ramdom House.

Mostrar ao leitor a mente do escritor…

“Escrever sobre si mesmo é algo muito curioso. (…) Porém em um projeto como este, o escritor faz uma promessa: mostrar  sua mente ao leitor. E isso é o que tenta fazer nestas páginas”.

Uma longa conversa  com a audiência
“Toda minha vida foi uma longa conversa  com a audiência, e pelo momento não tenho a inclinação de por fim –afirma Bruce Springsteen–. Uma palestra um pouco abstrata se quiser, que me tenha ajudado a entender como minha música toca emocionalmente os demais e afeta a mim mesmo, como inspira tristeza e alegria, a busca de um mundo cheio de possibilidades. O livro é uma continuação desse processo”.

Voltar às origens

Com o cuidado que supõe esses 67 anos de vida, Bruce escreve com certa nostalgia sobre a infância. Sua família, em especial sua mãe, o clã dos irlandeses em New Jersey, o colégio das freiras dominicanas de Santa Rosa de Lima… “Eu volto às minhas origens, ao lugar onde creci, tenho família e conheço os vizinhos. Eu conheci  o mundo,   viajei,   vivi  na Califórnia e  regressei a New Jersey, onde estão minhas raízes”, assinala The Boss (O chefe), o apelido com o qual é conhecido por suas fãs, na apresentação de seu livro em Londres e que recolhe A Vanguarda.
The Boss  continua sendo católico

Bruce também escreve sobre suas crenças, sem complexos, depois de ter  meditado durante mais de 50 anos, e o plasma em seu livro no modo de reconciliação com a Igreja: “Não sou um praticante assíduo de minha religião, porém sei que em algum lugar muito dentro… sigo formando parte da equipe”.

“Um católico o é para sempre”

Bruce Springsteen 3

Possivelmente Bruce viveu como tantos meninos da época. Depois de viver uma formação religiosa com uma carga excessiva de moralismo, unido a uma escassa experiência espiritual, decidiu, chegado à adolescência, romper com a Igreja e dizer: “Nunca mais”…

“Com os anos, como aluno de Santa Rosa, cheguei a sentir a fadiga emocional e corporal do catolicismo -escreve Springsteen-. No dia de minha graduação do oitavo curso, saí de tudo aquilo, farto, dizendo-me a mim mesmo `Nunca mais´. Era livre, por fim livre… E   acreditei… durante bastante tempo. No entanto, conforme ficava mais velho, fui detectando certas coisas em minha forma de pensar, reagir e comportar-me. E cheguei a entender, com perplexidade e tristeza, que um católico o é para sempre. E deixei de enganar-me. Não sou um praticante assíduo de minha religião, porém sei que em algum lugar muito no fundo… sigo formando parte da equipe”.

“Creio na capacidade de Jesus em salvar-nos”

Em “Born to run” Springsteen desnuda sua alma para mostrar seus segredos mais íntimos e revelar que “tenho uma relação `pessoal´ com Jesus (…) creio profundamente em seu amor e em sua capacidade de salvar-nos”.

Não é de estranhar que muitas de suas letras falam da redenção, condenação, paraíso, pecado ou salvação, sejam uma expressão de suas próprias vivências e, como disse Bruce: “Minha linguagem procede da Bíblia”.

“Tenho uma relação `pessoal´com Jesus”

“Esse era o mundo em que encontrei as origens de minha canção. No catolicismo existiam a poesia, o perigo e a escuridão que refletiam minha imaginação e meu eu interior. Descobri uma terra de grande e escabrosa beleza, histórias fantásticas, castigos inimagináveis e recompensa infinita. Era um lugar glorioso e patético em que encaixas ou te fazem encaixar. Tem estado junto a mim como um sonho em vigília durante toda minha vida. E já joven adulto, tratei de dar  sentido. Tentei enfrentar  o desafio pela mesma razão de que há almas que se perdem e um reino de amor que conquistar. Expus  o que tinha absorvido através das duras e desgraçadas vidas de minha família, meus amigos e vizinhos. Transformei em algo que pudesse agarrar-me, compreender, algo en que inclusive pudesse ter fé. Por divertido que possa parecer, tenho uma relação `pessoal´ com  Jesus (…) creio profundamente em seu amor e em sua capacidade de salvar-nos”.

O Pai Nosso de reconciliação…

Em uma das páginas mais belas da biografia, esse garoto adolescente que sonhava que Mick Jagger ficava doente, e lhe chamavam para ocupar seu lugar nos Rolling Stones, e o fazia tão bem que lhe fichavam para substituí-lo… escreve o momento em que se sentiu reconciliado com seu próprio passado, sua família, o colégio de Santa Rosa de Lima… assumindo essa etapa com a oração do Pai Nosso e recebendo assim uma bênção.

“Uma vez mais sob a sombra do campanário, ali de pé sentindo sobre minhas costas a alma velha de minha árvore, de meu povo, regressaram a mim umas palavras e uma bênção. As havia capturado sem pensar, uma e outra vez, vestido com minha jaqueta verde, minha camisa cor de marfim e minha gravata verde de todos os discípulos avessos a Santa Rosa. Essa noite acudiram a mim e fluíram de um modo distinto. Pai Nosso que estás nos  céus, santificado seja teu nome…”.

Fonte: Religión en Libertad

http://www.reinadelcielo.org/bruce-springsteen-creo-en-la-capacidad-de-jesus-para-salvarnos/

O Rabino Jonathan Cahn no Capitólio: “Jesus é o Messias”

O Rabino Jonathan Cahn no Capitólio: “Jesus é o Messias”

Publicado em: 19.06.2015

Rabino Jonathan Cahn



Nesta oportunidade nos encontramos com um emotivo, forte e quase ensurdecedor discurso do Rabino Jonathan Cahn no Capitólio dos Estados Unidos.
O Rabino denuncia que hoje, como sucedeu em Israel há dois mil anos, que os Estados Unidos deu as costas a Deus e o trocou por outros ídolos, como o poder político, o dinheiro, a imoralidade e se esqueceu o que George Washington disse há mais de duzentos anos:
“Não podem esperar  sorrisos benevolentes do céu em um país que não tem em conta as regras eternas da ordem e do direito que o céu ordenou”.
É um discurso que não tem desperdício.

https://www.youtube.com/watch?v=b9P_PqxZ3kc

Te convidamos a ver  completo: Não percas o impactante final!

http://www.reinadelcielo.org/el-rabino-jonathan-cahn-en-el-capitolio-jesus-es-el-mesias/

Mensagens do Amor Santo e Divino - 13 de Maio de 2017 Festa de Nossa Senhora de Fátima



Mensagens do Amor Santo e Divino - 13 de Maio de 2017
Festa de Nossa Senhora de Fátima
Chegou a Santíssima Virgem como Nossa Senhora de Fátima.  Disse:  “Louvado seja Jesus.”
 “Hoje se comemora o centenário de Minhas aparições em Fátima (Portugal).  O ano de 1917 era numa época muito mais simples, mesmo o mundo estando em guerra.  Minhas advertências e soluções a propósito de uma pior guerra não foram atendidas até que foi demasiado tarde.  Então tiveram a Segunda Guerra Mundial.  Morreram milhões (37 milhões) enquanto as autoridades debatiam sobre a autenticidade de Minha mensagem ao mundo.”
 “Hoje em dia sigo visitando muitas nações.  Tristemente, está acontecendo o mesmo, só que em maior escala.  Os anos desde Minhas aparições em Fátima foram marcados por guerras e ditaduras ofensivas.  Apesar disso, Minha intervenção celestial novamente é esquadrinhada e recebida com ceticismo e incredulidade.”
 “A mensagem mais importante que chega agora ao mundo é a do Amor Santo.  A vitória sobre os males que os ameaçam é a vitória do Amor Santo nos corações.  Não podem negociar com o mal.  Têm que rezar pedindo que, mediante o Amor Santo, se reconheça o mal e se lhe vença através de meios pacíficos.”
 “O triunfo de Meu Imaculado Coração será um com a vitória do Sagrado Coração de Meu Filho.  Tiveram uma diminuição pacífica do comunismo e o Muro de Berlin veio abaixo sem derramamento de sangue.  Eu rezo pedindo que o Coração misericordioso de Deus abrande uma vez mais os corações do renovado comunismo que agora está tomando forma na Rússia.  Estão se realizando confabulações malignas envolvendo áreas do mundo que continuamente estão em estado de caos.”
“Sua incredulidade no que lhes digo como sua Mãe  é uma ameaça para sua segurança.  A história comprova que tenho razão em dizer isto.”
 “Recorram à misericórdia de Deus.  Rezem pedindo que o Amor Santo conquiste corações.  Esse é Meu plano de paz para o mundo.  Unam-se detrás deste esforço.”

13 de Maio de 2017
Oração: Pela Conversão do Coração do Mundo
 A Santíssima Virgem está aqui como Nossa Senhora de Fátima.  Dise:  “Louvado seja Jesus.”
“Queridos filhos, graças por rezar Comigo esta noite.  Estou feliz de estar aqui com vocês.  Quero que escutem todos Minhas Mensagens deste lugar com intensidade e fé profunda, e que permitam que impactem seus corações e suas vidas.  Essa é a esperança para o mundo.”
“Esta noite lhes dou Minha Bênção do Amor Santo.”

14 de Maio de 2017
Dia das Mães
Chega Nossa Senhora vestida da cor branca, carregando  Jesus que parece que tem como um ano de idade.  Disse:  “Louvado seja Jesus.”
“Queridos filhos, apreciem sempre a maternidade e o valor simples que tem no mundo de hoje.  Uma boa mãe sente as bases de uma boa comunidade, um são governo e um mundo pacífico.”
“Não subestimem a importância de cada tarefa maternal, independentemente de pequena ou mundana que seja.  Todo o que se faz com amor têm valor eterno.  O amor maternal levado à comunidade assegura soluções pacíficas para muitos problemas.  Muitas mulheres que nunca deram a luz ainda assim são mães para uma infinidade de pessoas.”
“A presença de uma boa mãe tem um efeito tranquilizador em qualquer ambiente.  Esta presença é a que se necessita sentir no coração do mundo.”

14 de Maio de 2017
Mensagem Pública
Maria Refúgio do Amor Santo disse:  “Louvado seja Jesus.”
“A realidade –o poder– de qualquer das Mensagens reside na profundidade da fé de  quem escuta.  Uma pessoa pode escutar qualquer quantidade de mensagens, mas, eventualmente, se não está segura de que são dignos de fé, nenhuma mensagem lhe afetará muito.  Por essa razão o recurso de Satanás neste lugar é atacar a autenticidade das Mensagens.”

www.amorsanto.com/www.holylove.com

domingo, 14 de maio de 2017

Migrante pesta due agenti: subito libero. Il giudice: "Soffre i controlli"

Migrante pesta due agenti: subito libero. Il giudice: "Soffre i controlli"

Os migrantes irregulares pego traficando drogas. Ele reagiu enviando a polícia para o hospital. O juiz o liberta: "A intolerância ao controlo de polícia"


Polícia maltratado, migrante traficante livre porque "impaciente de policiamento."
Este é o resumo da história absurda que afetou dois agentes do Comissariado de Milão, espancado repetidamente por um imigrante pego vendendo drogas em Corso Como, a rua central da cidade de Milão.

A loucura do migrante

Aqui estão os fatos: alguns gorni atrás Dougboyou Tahibe Ignace, um nativo dos massacres da Costa do Marfim chutou e socou os dois oficiais que intervieram em uma blitz contra o tráfico de drogas. Compensando 15:07 dia prognóstico para a violência sofrida pelo alienígena, a polícia ainda conseguem prendê-lo e trazê-lo diante de um juiz, com alegações de violência, resistência e lesão ao oficial. Além disso, é claro, o tráfico de drogas. O promotor confirmou a atenção imediata captura e agentes, feliz por ter feito sua lição de casa, embora ferido, imediatamente levá-lo para a cadeia.

A decisão do tribunal

final feliz? Mas não: o juiz sentado sozinho de Milão Tribunal, após a audiência de resumo, no dia seguinte livre com uma motivos absurdos. Prova: sobre ele tinha uma dose modesta de substâncias supefacenti e sua violenta "embora desprezível" reação é devido à "intolerância para com controlos policiais." Você entendeu? Se isso te incomoda que a polícia venha a verificar suas atividades delinqüentes, você pode facilmente vencê-los. Então um juiz colocá-lo de volta na natureza. Licença de se rebelar contra a polícia para "impaciência" com a lei. Bonito, não é?

Tapa os policiais

Além disso, o Sr. Dougboyou Tahibe não parece ser exatamente um santo. Seu currículo fala reincidência por delitos tráfico de drogas. Em junho passado, a polícia o tinha levado à justiça, pela mesma razão, mas, mesmo assim, um dia depois, ele estava de volta na natureza. Não só. Porque migrantes, escreve Libero , é irregular no território italiano. Então, teoricamente, também deve ser expulso. Mas isso só vai aparecer na delegacia de polícia três vezes por semana para assinar um documento.Então, tudo será como antes.
Evangelho do 5º Domingo da Páscoa  (Jo 14,1-12)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1”Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós 3e, quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E, para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”.8Disse Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai”.
— Palavra da Salvação.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Medjugorje e as almas do purgatório

 Medjugorje e as almas do purgatório

Queridos filhos ! Hoje desejo convidá-los a orar todos os dias pelas almas do purgatório. Para todas as almas é necessária a oração e a graça, para chegarem a Deus e ao Amor de Deus. Com isso, também vocês, queridos filhos, recebem novos intercessores, que os ajudarão na vida, a compreender que as coisas da Terra não são importantes para vocês; Que só o Céu é a meta para a qual vocês devem encaminhar-se. Por isso, queridos filhos, rezem sem descanso, a fim de que vocês possam ajudar a si mesmos e também aos outros, para os quais as orações trarão a alegria. Obrigada por terem correspondido a meu apelo (6/11/86)
Nesta mensagem, Nossa Senhora vem nos lembrar a importância das nossas orações pelas almas dos nossos irmãos que se encontram no purgatório. Essa devoção faz parte da tradição e da doutrina da Igreja Católica. Quando rezamos o credo dizemos, "creio na comunhão dos santos", esta comunhão é exatamente esta troca de oração entre nós, igreja militante e as igrejas purgante e triunfante.

Para aprofundarmos este assunto colocaremos agora uma parte de um texto tirado do livro "O maravilhoso segredo das almas do purgatório" - Editrice Shalom (Ancona). Este livro foi elaborado e escrito por Irmã Emmanuel da comunidade das bem-aventuranças residente em Medjugorje. Este livro já foi vendido milhões de cópias em todo o mundo e é uma entrevista importantíssima feita a Maria Simma, uma senhora austríaca, que desde sua infância foi incumbida por Deus de uma bela missão, rezar e dialogar com as almas do purgatório. Tudo isto de acordo com a doutrina da Igreja Católica subordinada ao seu diretor espiritual e ao bispo local. Segue abaixo o texto:

APRESENTAÇÃO DA ENTREVISTA


            “As almas do purgatório me disseram... “



            Uma alma mística ainda viva, que hoje tem 81 anos, chamada Maria Simma de Sonntag,  nasceu na Áustria em 1915. Alma religiosa e mística foi favorecida de um carisma não muito raro na história da Igreja e das almas eleitas. Esta pobre senhora que estivera em três conventos onde passou um período de tempo,  passou muito tempo ignorada segundo os planos de Deus e encontrou,  pouco  a  pouco,  sob a guia do seu Diretor espiritual,  Pe. Alfonso Matt,  a estrada da sua verdadeira vocação: o apostolado em favor das almas do purgatório e o seu testemunho não pode deixar de nos convencer. Maria Simma,  há mais de 50 anos,  é visitada pelas almas do purgatório. E que coisas dizem essas almas? Dão advertências e notícias, pedem sufrágio e falam do sofrimento que elas passam no purgatório (mesmo esperando alegremente encontrar-se cedo ou tarde no abraço de Deus); revelam aos vivos a imensa possibilidade que esses têm de aliviar o sofrimentos dos defuntos e de receberem  em troca inumeráveis benefícios e ajuda para esta vida e a outra. O testemunho de Maria Simma  tem como objetivo nos fazer refletir sobre os “novíssimos”  (realidades futuras que nos aguarda após a morte) e quem sabe poderá ajudar-nos a mudar os nossos hábitos e começarmos a viver de uma maneira diferente,  segundo a vontade de Deus. Sabemos que são muitos os canais que Deus se utiliza hoje para falar ao mundo, aos seus filhos, para ajudá-los em suas necessidades espirituais. Aproveitemos esta leitura e nos deixemos iluminar pelo Espírito Santo que age e fala através de seus eleitos.    

                                                   Pe. Matteo La Grua

  

             COMO E PORQUE ESTA ENTREVISTA



            Há algum tempo  tive a ocasião de ler com grande interesse  um livro sobre as almas do purgatório. Fiquei muito comovida porque falava de testemunhos recentíssimos no qual explica muito bem a doutrina da Igreja sobre tal assunto.

             Trata-se de um livro de Maria Simma,  uma alma mística austríaca de título: “As almas do purgatório me disseram ...”

             Escrevi subitamente à editora que me respondeu que Maria Simma  ainda é viva.

             Entrei em contato com ela. E ela  aceitou encontrar-se comigo e  responder às minhas numerosas perguntas.

             Estava radiante de alegria, porque todas as vezes em que eu tinha ocasião de falar na Igreja ou em qualquer conferência sobre as almas do purgatório,   havia sempre constatado o interesse imenso e incrível da parte dos meus ouvintes. Esses,  muitas vezes me pediram para continuar a falar e,  se eu resolvia acabar,  insistiam dizendo: “conta-nos ainda qualquer coisa sobre estas almas”. Via bem que isto correspondia a um desejo muito vivo e de uma sede de saber que coisa acontece a todos nós depois da morte.  Preciso dizer que estas coisas não são mais ensinadas nas paróquias, na catequese dominical, nas salas paroquiais; praticamente quase não se fala. Se bem que existe uma ignorância difundida sobre tal assunto, e também uma certa angústia  frente a ouvir aquilo que são as realidades ultra-terrenas. O presente livro tem o objetivo não só de ajudar a colocar à parte tal angústia, que não tem motivo de existir no que diz respeito ao purgatório, mas, também, espero  esclarecer e fazer compreender que na realidade o projeto de Deus sobre nós é verdadeiramente um projeto magnífico,   esplêndido,  verdadeiramente entusiasmante; e agora,  nós temos nas nossas mãos um poder imenso sobre esta terra: o poder de dar a felicidade às almas dos nossos defuntos; como também, o poder de encontrarmos, nós mesmos,  esta felicidade na nossa vida individual.

                                  QUEM É MARIA SIMMA



Maria Simma  tem hoje 84 anos e vive só na sua casa de Sontag, uma bela cidade nas montanhas  de Vorarlberg, na Áustria, foi lá que eu a encontrei. 

             Quem  é então Maria Simma?

            Uma simples camponesa que desde a sua infância reza muito pelas almas do purgatório. Na idade de 25 anos recebeu de Deus um carisma muito particular na Igreja e também muito raro: o carisma de ser visitada pelas almas do purgatório. É uma católica fervorosa  e também de uma grande humildade que me comoveu, de uma extrema simplicidade.  Neste seu apostolado foi muito encorajada  pelo seu pároco e também  pelo seu Bispo, como veremos mais adiante.  Mesmo com o aspecto extraordinário do seu carisma,  ela vive pobremente,  propriamente na indigência. Por exemplo,  no lugar  onde ela me acolheu  (era eu a intérprete), tinha apenas um espaço para girar em torno da cadeira que ela havia me oferecido...

             Carisma extraordinário? Sim, mas que na realidade tem as suas raízes na História da Igreja; de fato são numerosos os santos (canonizados ou não) que exercitaram este carisma. Citarei,  por exemplo, Santa Gertrudes,  Santa Catarina de Gênova,   que escreveu muito a esse respeito,  Maria Ana de Jesus,  Santa Margarida Maria de Paray-le-Monial, que teve a visão do sagrado coração, o Santo Cura D’Ars, São João Bosco,  a bem-aventurada Miriam di Bethleem,  Natuzza Evolo da Pavarati, Don Giuseppe Tomaselli, e outros...  poderia-se escrever um livro sobre este assunto. Mas quando nos firmamos nos ensinamentos destes santos,  vemos bem  que todos eles dizem propriamente a mesma coisa. Maria Simma, da  sua  parte faz reviver na realidade o belo testemunho de todos eles. Eis porque eu não hesitei em interrogá-la, dado que ela teve sorte de viver no nosso tempo.  E assim é palpável. Eu poderia  então pensar por que  não poderia “enchê-la”  de perguntas? O problema é que ela não fala nenhuma palavra em francês e por isto tive que servir-me de uma intérprete. 

             Para não estender muito este livro, em parte referir-me-ei eu mesma,  resumindo, as respostas  de Maria Simma, em parte reproduzirei a tradução de suas palavras.

             Ajuntarei aqui e ali os meus comentários pessoais. 

                                                                               Ir. Emmanuel Maillard



                                       PARTE 1

  

ENTREVISTA A MARIA SIMMA

 Uma vocação especial

 Emmanuel:  Maria , poderia nos falar alguma coisa da tua infância e da tua vocação?

 Ir. Emmanuel: Como nasceu em ti o amor pelas almas do Purgatório?

 Maria: As almas do Purgatório são almas de pessoas que já morreram, mas que ainda não foram para o céu. São chamadas também de santas almas ou almas eleitas, termo biblicamente mais correto do que pobres almas, também, se de qualquer modo, definimos "pobres" , é correto, porque depende  cem por cento de nós: os pobres dependem completamente uns dos outros.

 Minha mãe Maria; Minha mãe teve sempre uma atenção toda particular pelas almas do Purgatório e eu também, desde os primeiros anos de escola, fazia muito por elas. Mais tarde decidi que por elas eu faria qualquer coisa, assim quando terminei a escola pensei: " Bem,  irei para o convento, talvez Deus queira isso de mim". Assim, aos 17 anos entrei para o convento do Sagrado Coração de Jesus em Tirolo, mas em apenas seis meses me disseram: " para ser sincera, tu és muito delicada de saúde para estar conosco".  Veja só,  há oito anos tive uma pleurite e pulmonite e por isso era ainda delicado. Depois de um ano portanto deveria ir-me. Mas a madre superiora na hora de despedir-se disse-me: " estou segura  que tu és chamada à vida religiosa. Porém, penso que deves esperar alguns anos até que tu se recupere da tua saúde , e depois tu poderás procurar uma ordem religiosa menos severa, talvez uma de clausura". Depois desse dia eu disse a mim mesma: " ou clausura ou nada. Não, não quero esperar, quero ir logo".

 O segundo convento que fiz experiência foi os das Domenicanas de Thalbech vizinho a  Bregenz. Depois, apenas passados oito dias me disseram: "tu és muito frágil fisicamente para nós, não podes ficar".  Retornei para casa. Depois de algum tempo ouvi falar das irmãs missionárias. E pensei:  " a missão, é isso que eu desejo! Agora entendo porque as outras duas ordens não haviam me preenchido". Assim pedi para ser admitida no instituto das Irmãs Franciscanas de Gossau, na Suíça. " sim podes vir".  Esta foi a resposta.

 Ao entrar nesse  Instituto deveria dizer que já havia estado em outras duas ordens e que eu fora rejeitada. O resultado foi que como sempre me deram os trabalhos mais duros para desenvolver. As outras candidatas me diziam: "porque faz tudo sozinha? Nós nos recusaríamos". " Estais vendo!".  Respondi. "o Senhor me ajudará, está bem assim? Farei tudo aquilo que pedirem". Depois um dia, as irmãs me disseram: "hoje tu podes ficar aqui e fazer um trabalho menos fadigoso".  Então pensei: " isto significa que devo sair  ou que viram que posso fá-lo!". Mas quando vi a mestra das candidatas descer a escada olhando-me com compaixão,  então compreendi imediatamente: " Oh! Oh! devo retornar à casa!" De fato, se aproximou de mim e disse: " devo falar-te". " sim, eu sei, devo ir embora não é verdade? ". "Mas quem te falou? ". "Oh! Eu entendi olhando-a". "Sim, és muito delicada para nós".

 Finalmente compreendi: se não posso estar ali, não poderei estar em nenum outro convento, porque não era, evidentemente, a vontade de Deus. Devo dizer que naquele momento a minha alma começou a sofrer muito. Era impaciente e dizia à Deus: "será tua culpa ó Deus, se não fizer a tua vontade!". Não sabia porém, que não devia cobrar este milagre de Deus. Era ainda muito jovem . Desejava muitas vezes que Deus me mostrasse o que ele queria que eu fizesse, mas não era capaz de entedê-lo. Esperava, ou melhor, queria sempre encontrar alguma coisa escrita à mão.

rezava muito por elas, dedicava à elas muitas ações que fazia com amor, guardando-as sempre no coração. Dizia muitas vezes a nós crianças, que se precisássemos de qualquer ajuda, deveríamos pedir as almas do Purgatório, porque são elas que te ajudam, por terem por nós um profundo sentimento de gratidão. Minha mãe era muito devota de São João Vianney, o conhecido Curad'Ares e ia freqüentemente a ARS em peregrinação. Sou quase certa que minha mãe também, de qualquer modo encontrava-se com as almas do Purgatório, mesmo que nunca tenha dito para nós seus filhos.

 E assim, quando iniciou-se minhas experiência no ano de 1940, compreendi logo que era isto que Deus queria de mim. A primeira veio até mim, quando tinha  25 anos. Até aquele momento o Senhor havia feito-me esperar.

 Ir Emmanuel: Tu dissestes: "a primeira alma veio à mim".  Ela veio à tua casa?

 Maria: Sim, e assim continuou a acontecer daquela data em diante. Na verdade. em 1940, quando teve início esses fenômenos, até 1953 vinha somente duas ou três almas ao ano, e um pouco mais no mês de novembro ( mês dedicado às almas do Purgatório). Neste ano trabalhava em casa com as crianças, também trabalhei como doméstica em uma propriedade rural na Alemanha e sucessivamente em uma cidade aqui vizinho. Durante o ano mariano de 1954, todas as noites começaram a me aparecer diversas almas.

 Devo admitir, que por isto, sou bastante grata a Deus, que com este empenho a minha saúde teve uma grande melhora, mesmo se aqui e acolá tenho uma recaída. Muitas vezes agradeço o Senhor por não Ter permitido que eu entrasse num convento! Deus dá sempre o que precisamos para fazer a sua vontade.

 Há diversos anos viajo e tenho conferências. Uma senhora é que organiza e me leva em seu carro. Me telefona e me diz: "está bem para ti nesse ou naquele dia, nesta ou naquela cidade? ".  A primeira vez, para dizer a verdade, fiquei confusa e não pude ir, porque havia um compromisso com uma pessoa que viria aqui no mesmo dia em que eu havia marcado a conferência. Esta conferência foi muito bem aceita de uma maneira parcial,  mas tive alguns problemas com sacerdotes de impostação moderna. Os cristãos de uma certa idade  e os sacerdotes mais antigos crêem em tudo aquilo que  digo.

 Ir. Emmanuel:  Pensas que sejas a única a ter esta experiência?

 Maria:  Eu sempre desejei doar a minha vida ao Senhor, e a oração se tornou muito importante; eu rezo muito e faço muitas outras coisas pelas almas do Purgatório. Eu também fiz um voto a Nossa Senhora para ser uma alma que se oferece de um modo particular pelas almas.  Sim,  seguramente tudo tem uma razão.

 Ir. Emmanuel: Que estudos fizestes?

 Maria: Eu terminei a escola obrigatória, aquela pedida  pelas leis da época. Nós éramos pobres.

 Ir. Emmanuel:  Quantos anos tinhas quando deixastes a escola?

 Maria: Me deixe pensar. Tinha onze anos, não doze. Sim, agora me recordo muito bem. Quando deixei definitivamente de ir à escola tinha doze anos.

 Ir. Emmanuel: Como era composta a tua família?

 Maria: Eu sou a Segunda de oito filhos, o que não nos permitia de continuar a estudar depois dos estudos elementares. Me recordo que muitas vezes o nosso almoço e a nossa janta consistia só em pão e uma simples sopa.

 Ir. Emmanuel:  Maria, tu podes nos contar como foste visitada pela primeira vez pelas almas do purgatório?

 Maria: Sim,  foi em 1940 de noite, das 03 às 04 horas da madrugada. Ouvi alguém andando no meu quarto.  Isto me fez acordar.  Olhei  para ver quem poderia ter entrado.  

 Ir. Emmanuel: Tiveste medo?

 Maria:  Não, eu não sou por nada medrosa.  Quando era pequena, minha mãe dizia que eu era uma criança particular, porque jamais senti medo.

 Ir. Emmanuel: E então naquela noite? Conte-nos!

 Maria: Oh, vi que era um estranho. Andava lentamente. Perguntei-lhe com tom severo: Como entraste aqui?  Que coisa perdeste? Mas ele continuava a caminhar como se nada tivesse escutado. Então eu lhe perguntei de novo: “Que fazes tu?!...”. Mas como ele continuava a não me responder, me levantei de um salto para segurá-lo, e toquei no nada... o homem havia desaparecido... Então tornei à cama e de novo comecei a senti-lo andando. Perguntava-me  por que via aquele homem, e por que não podia tocá-lo. Outra vez me levantei  para segurá-lo e para fazê-lo parar de caminhar. Outra vez esbarrei no nada. Fiquei perplexa e tornei à cama. Ele não tornou novamente, mas naquela noite não consegui mais dormir. Pela manhã,  depois da missa,  fui encontrar-me com meu Diretor Espiritual e contei-lhe o que me acontecera. Ele me disse: “Se tudo acontecer uma outra vez, não perguntes:  quem és. Mas pergunte,  que coisa queres e desejas?”

             Na noite seguinte o homem retornou.

 Era o mesmo da noite passada, e eu lhe perguntei:  “Que  coisa  queres de mim? “.  

Ele me respondeu: “Manda celebrar três missas por mim e eu serei libertado”. Então compreendi que era uma alma do purgatório.

O meu Diretor Espiritual me confirmou.

 Aconselhou-me a não rejeitar as almas do purgatório,  mas de acolher com generosidade aos seus pedidos.

Ir. Emmanuel: E depois as visitas continuaram? 

Maria: Sim, por alguns anos vinham três ou quatro almas,  sobretudo no mês de novembro e em seguida vieram mais e mais.

Ir. Emmanuel:Que coisa te pedem essas almas?

 Maria: Muitas vezes me pedem para celebrar missa por elas e a assisti-las;  pedem  para rezar o Santo Rosário e também a Via-Sacra em suas intenções.

            

                         QUE COISA É O PURGATÓRIO

 Sobre este ponto nos fazemos uma pergunta, a pergunta fundamental: Que coisa é exatamente o purgatório? 

             Posso dizer que é uma invenção genial da parte de Deus. E aqui eu queria propor-vos uma imagem que vem a mim.

Suponhamos que um dia se abra uma porta e que apareça um ser extraordinariamente belo, de uma beleza tal   que não haveis jamais visto sobre a terra. Ficaríeis fascinados, atônitos por esse ser de luz e de beleza, tanto mais que Ele demonstra ser totalmente enamorado de vós (coisa que não haveis mais imaginado); Lembrai-vos, também,  que Ele tem um grande desejo de atrair-vos a si, de abraçar-vos; e o fogo do amor que queima já no vosso coração vos faz certamente precipitar-vos entre os seus braços. Mas eis que vos dai conta, neste momento,  que não sois  lavados há meses, que tendes um mal cheiro,  que vos sentis horrivelmente feios; tendes os cabelos em desalinho, horríveis manchas sobre os vossos vestidos etc ... etc... Então vós mesmos direis: “Não, não é possível que eu me apresente neste estado!  É preciso que eu primeiro vá me lavar, tome um banho e depois tornarei a vê-lo! ... “.

Mas eis que o amor que nasceu nos vossos corações é tão intenso, tão forte, tão ardente, que essa demora devido ao banho é absolutamente insuportável, e a mesma essência da dor, também dura só por poucos minutos, é um ardor atroz no coração. E certamente esse ardor é proporcional à intensidade da revelação do amor: é uma chama de amor...

O purgatório é exatamente isto.  É um retardamento imposto às nossas, imperfeições, uma demora  antes do abraço de Deus, uma chama de amor que faz sofrer terrivelmente; uma espera, uma nostalgia de Deus e do seu amor. É precisamente esta chama de amor que  queima e  purifica  tudo aquilo que é impuro em nós. Ousaria dizer que o purgatório é um lugar de desejo, desejo de Deus. Na prática o purgatório é uma grande crise, uma crise que nasce da falta de Deus.

             Mas sobre isto eu pedi a Maria para ser precisa neste ponto fundamental:

 Ir. Emmanuel: Maria, as almas do purgatório experimentam alegria e esperança em meio aos seus sofrimentos?

 Maria:  Sim, nenhuma alma  quer voltar do purgatório para a terra, porque essas já têm o conhecimento de Deus infinitamente superior ao nosso e não querem mais retornar às trevas deste mundo.

 Eis, então, a grande diferença entre o sofrimento do purgatório e o da terra: no purgatório,  também, se a dor da alma é terrível, a certeza que se tem de viver com Deus é assim tão forte e incontrolável que a alegria desta certeza ultrapassa a dor; e por nada no mundo aquelas almas desejam tornar a viver sobre a terra onde,  no fim das contas não se tem mais segurança de nada.

 Ir. Emmanuel: Maria, agora tu poderias nos dizer se é Deus quem manda uma                       alma ao  purgatório ou se,  ao invés,  são elas mesmas que decidem ir para  lá?

 Maria: São elas mesmas que decidem ir para purgatório para se purificarem antes de entrar no paraíso.

  Mas aqui é preciso dizer que as almas que se encontram no purgatório   aderem perfeitamente a vontade de Deus; por exemplo; se compadecem e desejam o nosso bem; sentem muito amor por Deus e por nós,  que ainda  estamos sobre a terra. Estas almas estão perfeitamente unidas ao Espírito de Deus, ou se desejam a luz de Deus.

 Ir. Emmanuel: Maria, no momento da morte se vê Deus em plena luz ou de maneira  confusa?

 Maria: Ainda de uma maneira confusa,  mas mesmo assim é com tanta clareza que basta certamente para sentir saudades de Deus.

             Certo,  é uma luz resplandecente, em confronto com as trevas deste mundo; mas é no purgatório, onde a alma tem  a luz do conhecimento do céu. Do resto, a tal respeito,  podemos fazer  uma reflexão com a experiência de que se fala o livro – A vida,  outra vida: para muitas daquelas pessoas que, de um estado de pré-morte (pré-coma, ataque cardíaco e outros), viram qualquer coisa do outro lado, e ficaram fascinados por aquela luz, era uma verdadeira agonia retornar à  comum existência sobre a terra,  depois daquela experiência.



                  NOSSA SENHORA E O PURGATÓRIO

Ir. Emmanuel: Maria,  podes nos dizer qual o papel de Nossa Senhora com respeito às almas do purgatório?

Maria: Sim,  Ela vem,  muitas vezes,  consolar as almas,  dizendo que elas fizeram bem tantas coisas e as encoraja.

Ir. Emmanuel: Existem dias particulares nos quais Nossa Senhora liberta essas almas?

Maria: Sim, sobretudo nos dias de Natal, dia de Todos os Santos,  às sextas-feiras santas e também na festa da Assunção e da Ascensão de Jesus.

          

                              PORQUE O PURGATÓRIO

Ir. Emmanuel: Maria,  por que se vai ao purgatório? Quais são os pecados que fazem com que as almas vão para lá com mais freqüência?

Maria: São os pecados contra  a caridade, contra o amor ao próximo, a dureza de coração, a hostilidade,  a calúnia,  sim, todas essas coisas... porém, a maledicência e a calúnia são as mais graves,  que necessitam de uma longa purificação.

            Maria,  a tal propósito,  nos conta um exemplo que lhe tocou muito, e é um testemunho que vos quero recontar. Trata-se de um homem e de uma mulher dos quais a família havia pedido informações,  se estavam no purgatório.

            Para grande alegria daqueles que haviam pedido,  a mulher já estava no paraíso e o homem no purgatório. Mas, na realidade,  aquela mulher morrera depois de haver feito um aborto, e o homem andava muito na Igreja e levava uma vida com aparência digna e piedosa.  Os dois morreram coincidentemente, contemporaneamente, porém,  a mulher havia se arrependido sinceramente de tudo o que havia feito, ela fora muito humilde e o homem,  ao contrário,  mesmo sendo muito religioso,  criticava tudo e todos, estava sempre a lamentar-se , e a falar mal das pessoas e criticá-las.  Eis porque o seu purgatório foi muito longo. Por isso eu concluí:  “não devemos  julgar segundo as aparências”.  Outros pecados contra a caridade são certamente todas as nossas repulsas por certas pessoas que não amamos,  nossa resistência em fazer as pazes,  a falta de perdão e todos os rancores que guardamos no coração. 

            Maria nos revelou um testemunho que nos faz refletir.  É a história de uma pessoa que ela conhecia muito bem. Esta pessoa morreu. Era uma mulher e se encontrava no purgatório mais terrível, com sofrimentos verdadeiramente terríveis. E quando esta veio a Maria Simma, Maria lhe perguntou o porquê; e esta alma lhe disse: “foi porque eu tive uma amiga, sim, uma amiga com a qual tinha uma inimizade muito grande; e esta inimizade  foi  causada  por  ela mesma e ela conservou este rancor por anos e anos; e quando a sua amiga vinha pedir para fazer as pazes com ela, reconciliar-se,  todas as vezes ela negou; e quando caiu gravemente doente,  continuou com o coração fechado,  negando reconciliar-se com a sua amiga; e no leito da morte aquela sua amiga veio suplicar-lhe  para fazer as pazes, mas também sobre o leito da morte ela havia negado. E eis o motivo por que agora se encontrava no purgatório extremamente doloroso e por isto veio a pedir ajuda a Maria Simma. Este testemunho é muito significativo sobre a gravidade de guardar rancor. Devemos guardar as palavras, não criticar, não dizer palavras malévolas que podem verdadeiramente matar, ao contrário de uma palavra boa que pode curar.

         

                        COMO EVITAR O PURGATÓRIO

Ir. Emmanuel: Maria, pode-nos dizer quais são aquelas que têm maior possibilidade de ir ao paraíso?

Maria: São aquelas que têm o coração bom. Um coração bom para com  todos. A caridade cobre uma multidão de pecados. Sim, é São Paulo quem nos diz.

Ir. Emmanuela: E quais são os meios que nós podemos ter aqui na terra para  evitar o purgatório e ir diretamente ao céu?

Maria:  Devemos fazer muito pelas almas do purgatório, porque são essas que nos ajudam sempre. É preciso ter muita humildade. É esta a maior arma contra o malígno. A humildade elimina o mal.

             Sobre este ponto não resisto ao desejo de contar-lhes um belíssimo testemunho do Padre Berlioux (que escreveu um maravilhoso livro sobre as almas do purgatório); e ele nos fala da ajuda oferecida por essas almas  àqueles que as ajudam  com suas orações e sacrifícios; ”uma pessoa particularmente amiga das almas do purgatório havia consagrado a própria vida em sufrágio das mesmas,  e chegando a hora da morte,  ela foi assaltada com furor pelo demônio e esse queria fazer-lhe medo.  Era como se todo o inferno estivesse encolerizado contra ela e a circundasse com a sua corte infernal. Essa pobre alma lutava há muito tempo com um esforço muito penoso, querendo livrar-se da presença do maligno, quando,  de repente viu entrar em seu apartamento  uma multidão de pessoas desconhecidas,  mas resplandecentes de beleza, colocando em fuga o demônio e chegando vizinho ao seu leito,  lhe disseram palavras de encorajamento e de consolo todo celestial. Emitindo um profundo suspiro e plena de alegria, gritou: quem são vocês que estão me fazendo tanto bem?  E aqueles bons visitantes responderam: - nós somos habitantes do céu que com a tua ajuda fomos conduzidos às bem-aventuranças, e por gratidão e reconhecimento viemos te ajudar a desapegar-te desse lugar de angústia e te introduzir na alegria da Cidade Santa. Com estas palavras,  um sorriso resplandeceu no rosto da moribunda. Os seus olhos se fecharam e ela adormeceu na paz do Senhor. A sua alma, pura como uma pomba,  apresentou-se ao Senhor dos senhores, encontrou tantos protetores e advogados que ela havia libertado com suas orações e sacrifícios. No céu, entrou triunfante entre  aplausos e  bênçãos de todos aqueles a quem havia libertado do purgatório. Possamos nós um dia termos esta graça!  Sabemos agora que estas almas libertadas do purgatório através de nossa oração são extremamente reconhecidas e gratas. Eu vos aconselho vivamente a fazerem esta experiência e estes vos ajudarão,  pois conhecem  os nossos desejos e nos obtêm muitas graças.

Ir. Emmanuel: Agora, Maria, lembro-me do bom ladrão, justo aquele que estava junto a Jesus  na cruz,  e gostaria muito de saber que coisa fez ele para que Jesus lhe prometesse que naquele mesmo dia estaria com ele no paraíso?

Maria: Ele aceitou humildemente o seu sofrimento dizendo que era  justo e encorajou o outro ladrão a aceitar também. Ele tinha o temor a Deus, isto é,  tinha humildade.

            Um outro belo exemplo contado por Maria Simma demonstra como um gesto de bondade pode resgatar,  em pouquíssimo tempo uma vida de pecado.

           Escutemos as próprias palavras de Maria:    

            " Sim,  conheci um jovem  que tinha vinte anos.  Habitava  um lugarejo vizinho ao meu. Este lugar foi duramente castigado por avalanches que mataram um grande número de pessoas. Uma tarde quando esse jovem se encontrava na casa de seus pais,  aconteceu que,  inesperadamente,  veio um desabamento terrível vizinho à sua casa. Ele ouvindo gritos de desespero e terror que clamavam por socorro e ajuda,  ele se levantou e foi prestar ajuda àquelas pessoas.  Mas eis que sua mãe,  que ouvira também os gritos,  quis impedi-lo de passar. E fechando a porta da casa,  disse: “Não! Os outros irão socorrê-los, não nós! É muito perigoso aí fora. Não quero que seja um morto a mais”. Mas o jovem,  comovido pelos gritos daquela gente e querendo socorrê-los, disse à sua mãe: “sim, eu vou! Não quero deixá-los morrer assim!” E saiu. Mas eis que ele também,  ao sair,  foi soterrado pela avalanche e morreu.  Dois dias depois de sua morte, ele veio visitar-me durante  a noite e disse-me: “Manda celebrar três missas por mim e serei libertado do purgatório.” Alguns de seus amigos disseram que não queriam ser ele no momento da morte, pois esse jovem havia cometido muitas coisas ruins. Mas aquele jovem,  em seguida,  me declarou: “Eu fiz um grande ato de amor colocando em risco a minha vida por aquelas pessoas e foi graças a isso que o Senhor me acolheu  assim tão depressa no céu, sim, a caridade cobre multidão de pecados”.

            Neste episódio se vê como um só ato de amor desinteressado foi  suficiente para purificar este jovem de uma vida vivida no pecado; e o Senhor aproveitou este momento de amor para chamá-lo a si. Maria, de fato,  nos disse que se esse jovem jamais na sua vida tivesse ocasião de fazer um ato de amor assim tão forte,  talvez tivesse se tornado um homem malvado. E o Senhor,  na sua infinita misericórdia, o chamou a si exatamente no melhor momento, no momento mais puro por causa daquele ato de amor.

            É muito importante, quando se está à beira da morte, abandonar-se à vontade do Senhor.

            Maria também nos conta um caso muito belo de uma mãe de quatro filhos  que estava para morrer.  Em vez de se revoltar e de se inquietar,  ela disse ao Senhor: “Eu aceito a morte no momento em que Tu a queiras e coloco a minha vida em Tuas mãos. Entrego-te os meus filhos e sei que Tu,  Senhor,  tomarás conta deles”.  E Maria nos diz que pelo motivo dessa imensa confiança em Deus, aquela mulher foi diretamente ao céu sem passar pelo purgatório. Podemos dizer que o amor, a humildade, e o abandono em Deus são as três chaves de ouro que nos fazem entrar diretamente no paraíso.