Bruce Springsteen: “Creio na capacidade de Jesus para salvar-nos”
Publicado em: 13.01.2017
Bruce Springsteen
Bruce Springsteen conta pela primeira vez sua vida em um livro de mais de 500 páginas. É um livro que parece uma reconciliação com suas raízes, sua família e, também, com suas crenças católicas.
Agora com 67 anos, depois de vender 120 milhões de discos por todo o mundo e de conseguir um total de dez discos em primeiro lugar nas paradas; só superado por The Beatles e Jay-Z, decidiu explicar sem restrição nem condições:de onde vem sua música.
Livro Bruce Springsteen
“Born to run” é o título da biografia que publicou na Espanha Literatura Ramdom House.
Mostrar ao leitor a mente do escritor…
“Escrever sobre si mesmo é algo muito curioso. (…) Porém em um projeto como este, o escritor faz uma promessa: mostrar sua mente ao leitor. E isso é o que tenta fazer nestas páginas”.
Uma longa conversa com a audiência
“Toda minha vida foi uma longa conversa com a audiência, e pelo momento não tenho a inclinação de por fim –afirma Bruce Springsteen–. Uma palestra um pouco abstrata se quiser, que me tenha ajudado a entender como minha música toca emocionalmente os demais e afeta a mim mesmo, como inspira tristeza e alegria, a busca de um mundo cheio de possibilidades. O livro é uma continuação desse processo”.
Voltar às origens
Com o cuidado que supõe esses 67 anos de vida, Bruce escreve com certa nostalgia sobre a infância. Sua família, em especial sua mãe, o clã dos irlandeses em New Jersey, o colégio das freiras dominicanas de Santa Rosa de Lima… “Eu volto às minhas origens, ao lugar onde creci, tenho família e conheço os vizinhos. Eu conheci o mundo, viajei, vivi na Califórnia e regressei a New Jersey, onde estão minhas raízes”, assinala The Boss (O chefe), o apelido com o qual é conhecido por suas fãs, na apresentação de seu livro em Londres e que recolhe A Vanguarda.
The Boss continua sendo católico
Bruce também escreve sobre suas crenças, sem complexos, depois de ter meditado durante mais de 50 anos, e o plasma em seu livro no modo de reconciliação com a Igreja: “Não sou um praticante assíduo de minha religião, porém sei que em algum lugar muito dentro… sigo formando parte da equipe”.
“Um católico o é para sempre”
Bruce Springsteen 3
Possivelmente Bruce viveu como tantos meninos da época. Depois de viver uma formação religiosa com uma carga excessiva de moralismo, unido a uma escassa experiência espiritual, decidiu, chegado à adolescência, romper com a Igreja e dizer: “Nunca mais”…
“Com os anos, como aluno de Santa Rosa, cheguei a sentir a fadiga emocional e corporal do catolicismo -escreve Springsteen-. No dia de minha graduação do oitavo curso, saí de tudo aquilo, farto, dizendo-me a mim mesmo `Nunca mais´. Era livre, por fim livre… E acreditei… durante bastante tempo. No entanto, conforme ficava mais velho, fui detectando certas coisas em minha forma de pensar, reagir e comportar-me. E cheguei a entender, com perplexidade e tristeza, que um católico o é para sempre. E deixei de enganar-me. Não sou um praticante assíduo de minha religião, porém sei que em algum lugar muito no fundo… sigo formando parte da equipe”.
“Creio na capacidade de Jesus em salvar-nos”
Em “Born to run” Springsteen desnuda sua alma para mostrar seus segredos mais íntimos e revelar que “tenho uma relação `pessoal´ com Jesus (…) creio profundamente em seu amor e em sua capacidade de salvar-nos”.
Não é de estranhar que muitas de suas letras falam da redenção, condenação, paraíso, pecado ou salvação, sejam uma expressão de suas próprias vivências e, como disse Bruce: “Minha linguagem procede da Bíblia”.
“Tenho uma relação `pessoal´com Jesus”
“Esse era o mundo em que encontrei as origens de minha canção. No catolicismo existiam a poesia, o perigo e a escuridão que refletiam minha imaginação e meu eu interior. Descobri uma terra de grande e escabrosa beleza, histórias fantásticas, castigos inimagináveis e recompensa infinita. Era um lugar glorioso e patético em que encaixas ou te fazem encaixar. Tem estado junto a mim como um sonho em vigília durante toda minha vida. E já joven adulto, tratei de dar sentido. Tentei enfrentar o desafio pela mesma razão de que há almas que se perdem e um reino de amor que conquistar. Expus o que tinha absorvido através das duras e desgraçadas vidas de minha família, meus amigos e vizinhos. Transformei em algo que pudesse agarrar-me, compreender, algo en que inclusive pudesse ter fé. Por divertido que possa parecer, tenho uma relação `pessoal´ com Jesus (…) creio profundamente em seu amor e em sua capacidade de salvar-nos”.
O Pai Nosso de reconciliação…
Em uma das páginas mais belas da biografia, esse garoto adolescente que sonhava que Mick Jagger ficava doente, e lhe chamavam para ocupar seu lugar nos Rolling Stones, e o fazia tão bem que lhe fichavam para substituí-lo… escreve o momento em que se sentiu reconciliado com seu próprio passado, sua família, o colégio de Santa Rosa de Lima… assumindo essa etapa com a oração do Pai Nosso e recebendo assim uma bênção.
“Uma vez mais sob a sombra do campanário, ali de pé sentindo sobre minhas costas a alma velha de minha árvore, de meu povo, regressaram a mim umas palavras e uma bênção. As havia capturado sem pensar, uma e outra vez, vestido com minha jaqueta verde, minha camisa cor de marfim e minha gravata verde de todos os discípulos avessos a Santa Rosa. Essa noite acudiram a mim e fluíram de um modo distinto. Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja teu nome…”.
Fonte: Religión en Libertad
http://www.reinadelcielo.org/bruce-springsteen-creo-en-la-capacidad-de-jesus-para-salvarnos/
Publicado em: 13.01.2017
Bruce Springsteen
Bruce Springsteen conta pela primeira vez sua vida em um livro de mais de 500 páginas. É um livro que parece uma reconciliação com suas raízes, sua família e, também, com suas crenças católicas.
Agora com 67 anos, depois de vender 120 milhões de discos por todo o mundo e de conseguir um total de dez discos em primeiro lugar nas paradas; só superado por The Beatles e Jay-Z, decidiu explicar sem restrição nem condições:de onde vem sua música.
Livro Bruce Springsteen
“Born to run” é o título da biografia que publicou na Espanha Literatura Ramdom House.
Mostrar ao leitor a mente do escritor…
“Escrever sobre si mesmo é algo muito curioso. (…) Porém em um projeto como este, o escritor faz uma promessa: mostrar sua mente ao leitor. E isso é o que tenta fazer nestas páginas”.
Uma longa conversa com a audiência
“Toda minha vida foi uma longa conversa com a audiência, e pelo momento não tenho a inclinação de por fim –afirma Bruce Springsteen–. Uma palestra um pouco abstrata se quiser, que me tenha ajudado a entender como minha música toca emocionalmente os demais e afeta a mim mesmo, como inspira tristeza e alegria, a busca de um mundo cheio de possibilidades. O livro é uma continuação desse processo”.
Voltar às origens
Com o cuidado que supõe esses 67 anos de vida, Bruce escreve com certa nostalgia sobre a infância. Sua família, em especial sua mãe, o clã dos irlandeses em New Jersey, o colégio das freiras dominicanas de Santa Rosa de Lima… “Eu volto às minhas origens, ao lugar onde creci, tenho família e conheço os vizinhos. Eu conheci o mundo, viajei, vivi na Califórnia e regressei a New Jersey, onde estão minhas raízes”, assinala The Boss (O chefe), o apelido com o qual é conhecido por suas fãs, na apresentação de seu livro em Londres e que recolhe A Vanguarda.
The Boss continua sendo católico
Bruce também escreve sobre suas crenças, sem complexos, depois de ter meditado durante mais de 50 anos, e o plasma em seu livro no modo de reconciliação com a Igreja: “Não sou um praticante assíduo de minha religião, porém sei que em algum lugar muito dentro… sigo formando parte da equipe”.
“Um católico o é para sempre”
Bruce Springsteen 3
Possivelmente Bruce viveu como tantos meninos da época. Depois de viver uma formação religiosa com uma carga excessiva de moralismo, unido a uma escassa experiência espiritual, decidiu, chegado à adolescência, romper com a Igreja e dizer: “Nunca mais”…
“Com os anos, como aluno de Santa Rosa, cheguei a sentir a fadiga emocional e corporal do catolicismo -escreve Springsteen-. No dia de minha graduação do oitavo curso, saí de tudo aquilo, farto, dizendo-me a mim mesmo `Nunca mais´. Era livre, por fim livre… E acreditei… durante bastante tempo. No entanto, conforme ficava mais velho, fui detectando certas coisas em minha forma de pensar, reagir e comportar-me. E cheguei a entender, com perplexidade e tristeza, que um católico o é para sempre. E deixei de enganar-me. Não sou um praticante assíduo de minha religião, porém sei que em algum lugar muito no fundo… sigo formando parte da equipe”.
“Creio na capacidade de Jesus em salvar-nos”
Em “Born to run” Springsteen desnuda sua alma para mostrar seus segredos mais íntimos e revelar que “tenho uma relação `pessoal´ com Jesus (…) creio profundamente em seu amor e em sua capacidade de salvar-nos”.
Não é de estranhar que muitas de suas letras falam da redenção, condenação, paraíso, pecado ou salvação, sejam uma expressão de suas próprias vivências e, como disse Bruce: “Minha linguagem procede da Bíblia”.
“Tenho uma relação `pessoal´com Jesus”
“Esse era o mundo em que encontrei as origens de minha canção. No catolicismo existiam a poesia, o perigo e a escuridão que refletiam minha imaginação e meu eu interior. Descobri uma terra de grande e escabrosa beleza, histórias fantásticas, castigos inimagináveis e recompensa infinita. Era um lugar glorioso e patético em que encaixas ou te fazem encaixar. Tem estado junto a mim como um sonho em vigília durante toda minha vida. E já joven adulto, tratei de dar sentido. Tentei enfrentar o desafio pela mesma razão de que há almas que se perdem e um reino de amor que conquistar. Expus o que tinha absorvido através das duras e desgraçadas vidas de minha família, meus amigos e vizinhos. Transformei em algo que pudesse agarrar-me, compreender, algo en que inclusive pudesse ter fé. Por divertido que possa parecer, tenho uma relação `pessoal´ com Jesus (…) creio profundamente em seu amor e em sua capacidade de salvar-nos”.
O Pai Nosso de reconciliação…
Em uma das páginas mais belas da biografia, esse garoto adolescente que sonhava que Mick Jagger ficava doente, e lhe chamavam para ocupar seu lugar nos Rolling Stones, e o fazia tão bem que lhe fichavam para substituí-lo… escreve o momento em que se sentiu reconciliado com seu próprio passado, sua família, o colégio de Santa Rosa de Lima… assumindo essa etapa com a oração do Pai Nosso e recebendo assim uma bênção.
“Uma vez mais sob a sombra do campanário, ali de pé sentindo sobre minhas costas a alma velha de minha árvore, de meu povo, regressaram a mim umas palavras e uma bênção. As havia capturado sem pensar, uma e outra vez, vestido com minha jaqueta verde, minha camisa cor de marfim e minha gravata verde de todos os discípulos avessos a Santa Rosa. Essa noite acudiram a mim e fluíram de um modo distinto. Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja teu nome…”.
Fonte: Religión en Libertad
http://www.reinadelcielo.org/bruce-springsteen-creo-en-la-capacidad-de-jesus-para-salvarnos/

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