Levando o Amor de Deus ao Mundo

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Prodígio do Nascimento de Jesus. Luisa é chamada para receber Jesus depois da Mãe. Finalidade da Cruz de Jesus desde sua encarnação e seu nascimento.




O Nascimento de Jesus - Por LUISA PICCARRETA

O Prodígio do Nascimento de Jesus. Luisa é chamada para receber  Jesus depois da Mãe. Finalidade da Cruz de Jesus desde sua encarnação e seu nascimento.  


Encontrando-me em meu habitual estado, me senti fora de mim mesma. Depois de dar uma volta me  achei dentro de uma gruta e  vi a Mãe Rainha, no ato de dar a luz ao Menino Jesus. Que extraordinário prodígio!...

Parecia que tanto a Mãe quanto o Filho tivessem se transformado em luz puríssima, mas nessa luz se via muito bem a natureza humana de Jesus, que continha em si a Divindade e lhe servia como de véu para cobri-la, de tal modo que, rasgando o véu de sua natureza humana era Deus e coberto com esse véu era homem, e eis aqui o prodígio dos prodígios:

Deus e homem, homem e Deus, que sem deixar ao Pai e ao Espírito Santo vem habitar conosco tomando carne humana, porque o verdadeiro amor não permite jamais separação.

Pois bem, me pareceu que a Mãe e o Filho naquele felicíssimo instante se tornaram como espiritualizados, e sem  a menor dificuldade Jesus saiu do seio de sua Mãe. Transbordando-se Ambos em um excesso de amor, ou seja, transformando-se em Luz seus santíssimos corpos, sem o menor obstáculo, Jesus Luz brotou de dentro da luz da Mãe, ficando sãos e íntegros tanto Ele como Ela, voltando depois ao estado natural.

Porém quem poderá dizer a formosura do Menino, que naquele momento de seu nascimento derramava ainda externamente os raios de sua Divindade? Quem poderá descrever a beleza da Mãe, que ficava toda absorvida naqueles raios divinos?

E São José? Pareceu-me que não estava presente no momento do Nascimento, senão que estava em outro canto da gruta, totalmente absorto naquele profundo Mistério, e ainda que não viu com os olhos do corpo, viu muito bem com os olhos da alma, porque estava arrebatado em sublime êxtase.

Então, no ato que o Menino saiu à luz, eu quis voar para tomá-lo em meus braços, mas os Anjos me impediram, dizendo-me que à Mãe lhe cabia a honra de ser a primeira em tomá-lo.

Então a Sma. Virgem, como despertando-se, voltou a si e das mãos de um Anjo recebeu o Filho entre seus braços, o  estreitou tão forte no ardor de seu amor, que parecia como se quisesse encerrá-lo de novo em suas entranhas; e depois, como querendo dar desafogo a seu ardente amor, o pôs a mamar em seu peito. Entretanto, eu estava toda chocada, esperando que me chamasse, para que os Anjos não voltassem a ralhar-me

Então a Rainha me disse:

“Vem, vem e toma  teu Amado e desfrute-o tu também, desafoga com Ele teu amor”.

Dizendo isto, me aproximei e a Mãe o pôs em meus braços. Quem poderá dizer minha alegria, os beijos, as carícias, as ternuras?

Depois de ter desafogado um pouco, eu Lhe disse:

“Querido meu, Tu tomastes o leite de nossa Mãe, dá-me um pouco para mim”.

E Ele, consentindo, de sua boca derramou parte desse leite na minha e depois me disse:

“Amada minha, Eu fui concebido junto com a dor, nasci para a dor e morri na dor, e com os três cravos com que Me crucificaram deixei cravadas as três potências, inteligência, memória e vontade, das almas que desejam amar-me, fazendo que ficassem atraídas de tudo para Mim, porque a culpa as tinha feito estar enfermas e separadas da seu Criador, sem freio algum”.

Enquanto isto dizia, dirigiu um olhar ao mundo e começou a chorar pelas suas misérias.

Ao ver-lhe chorar, eu Lhe disse:

“Menino querido, não entristeças com teu pranto uma noite tão gozosa para quem Te ama. Em vez de desafogar o pranto, desafoguemo-nos com o canto”.

E dizendo assim, comecei a cantar; ouvindo-me cantar, Jesus se distraiu e deixou de chorar, e ao acabar meu verso cantei o seu, com uma voz tão forte e harmoniosa, que todas as outras vozes desapareciam diante de sua voz dulcíssima. Depois  pedi ao Menino Jesus por meu Confessor, pelos que me pertencem e, por último, por todos, e Ele parecia condescender a tudo. Enquanto fazia isto desapareci e eu voltei a mim.

Para Maria e José foi um prodígio poder viver a vida normal, apesar do contínuo arroubo que o Menino lhes produzia.

25 de Dezembro de 1900.

Um comentário:

  1. bem, temos miserias..... e muitas ! por que nao podemos carregar e falar com o menino jesus ? bem, que ele ( menino jesus ) nos de um grande amor, um casamento o mais rapido possivel , com base em tobias 6, 18 . penso que este grande amor pode evitar muitos pecados sexuais e momentos de solidão e sielncio !

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